Monday, November 09, 2009

Morrissey Em Dia De Carlinhos Brown

A Sabedoria De Leonard Cohen


                                                   "Eu lembro bem de você no Hotel Chelsea
                                                    Você era famosa, seu coração uma lenda
                                                    Você me disse de novo que preferia homens bonitos
                                                    Mas que para mim faria uma exceção
                                                    E cerrando o punho por nossos semelhantes
                                                    Os oprimidos pelas belas figuras
                                                    Você se acertou, disse "Bem, não se importe,
                                                    Nós somos feios, mas temos a música"

Trecho da música "Chelsea Hotel". Dizem que foi escrita para Janis Joplin. Eu teria que postar a letra toda, com referências a sexo oral e uma estrofe das mais desconcertantes da música pop.

Sunday, November 08, 2009

Planeta Terra 2009

A melhor atração do festival, segundo alguns


O Planeta Terra havia sido um festival impecável nos últimos dois anos: organizado, pontual, com programação bem balanceada e numa locação perfeita (um complexo industrial desativado). Mas, chegou a hora da vacilação. Neste ano, o festival aconteceu no Playcenter, parque de diversões decadente da cidade de São Paulo, e a programação, se não era exatamente ruim, não trazia grandes novidades.
Devido a outro problema na organização do evento, na minha opinião, a distãncia dos palcos, não pude acompanhar todos os shows que desejava, graças à coincidência de horários (Sei que é assim nos grandes festivais do mundo, mas cabe a pergunta: tem que ser assim?). Perdi o Metronomy e o Ting Tings. Ignorei o Copacabana Club, porque estou cansado dessas bandas de garotinhos ricos sem talento hypadas pelos amiguinhos da mídia. Assisti a alguns minutos do Patrick Wolf e deixei para lá, pois, como sumarizou Crissssss Sssssssssss, aquilo estava mais para show de transformistas.
E tem mais, odeio parques de diversão. Não tenho o menor prazer em me sentir aterrorizado, nem sinto a necessidade de extravasar o que quer que seja arriscando a minha vida em brinquedos que alavancam a adrenalina.
Deus provou que além dos gays, também odeia o rock and roll. Choveu torrencialmente no melhor show do Sonic Youth que eu já assisti, muito além daquela coisa modorrenta que foi a apresentação deles no "Claro Que É Rock" de 2005. O repertório foi baseado nas músicas de seu bom último álbum, que tem uma energia que eu já supunha morta na banda, depois da insuportável era Jim O'Rourke.
Mas energia mesmo é o que define a melhor atração deste e de todos os festivais que possa ter participado ao longo de toda a sua carreira (Ok, estou exagerando, mas somente porque ainda estou sob o impacto da performance estupidamente poderosa de "Gimme Danger" dos Stooges): Iggy e o que restou dos Stooges tem a chama. É simples, alguns têm, outros não. A maioria dos artistas de hoje em dia, mas interessados nas roupinhas e cortes de cabelo jamais vai chegar a isso: poder de transformação, choque nas almas alheias.
Desde a primeira vez em que ouvi os Stooges, eu carrego a sensação de que de alguma forma a música dos caras toca no homem primata que existe em mim, ao mesmo tempo que me enche de satisfação, por provar o poder que o bom rock and roll (não o verdadeiro rock and roll, esse é uma bosta) tem, mesmo depois de os imbecis do mundo se apoderarem das guitarras pesadas e da saturação da música feita nesse formato.
James Williamson nunca será Ron Asheton. Isso ficou bem claro quando ele conduziu com sua guitarra "certinha" o clássico absoluto "I Wanna Be Your Dog". Só que não podemos esquecer de riffs perfeitos como os de "Search And Destroy" e "Raw Power", ou seja, não estamos falando de alguém que brinca aqui também não. Até a chuva parou para os Stooges, e olhando para o corpinho de múmia de Iggy Pop, senti um calafrio, até quando? Provavelmente não por  muito tempo, e quando esse dia chegar, que o atestado de óbito do que chamam de rock and roll seja definitivamente assinado.
Ah, sim. Teve também o Primal Scream. Quem acompanha a banda sabe que não se pode confiar no Primal Scream. Fizeram o melhor show do TIM de 2004 e um dos piores desse Planeta Terra, já que tocaram clássicos como "Miss Lucifer" naquela levada de sub stones presente nos seus piores álbuns. Eu que já não tenho paciência nem para a banda de Jagger e Richards, abandonei na terceira música e fui comer um croissant delicioso.

Friday, November 06, 2009



Vc gosta de música francesa?

E Lá Se Vão Os Anos 2000


Além de influenciar trocentas bandas medíocres com aquele timbre magrinho de guitarra dos infernos, os Strokes fizeram o imperdoável: fizeram dos cabelinhos enroladinhos do guitarrista Albert hammond Jr. coisa cool no mundo indie (até isso o descarado Moptop copiou). E agora que o malandro raspou a cabeça? O que será das bandas do gênero?
Gostaria muito que isso, somado ao bom e diferente álbum do vocalista Julian Casablancas, significasse o fim dessa era revivalista e poseur.

A Sabedoria De Leonard Cohen


"Todo mundo sabe que a Praga está vindo
Todo mundo sabe que está se espalhando rápido
Todo mundo sabe que os homens e mulheres nus
Não passam de brilhantes artifícios do passado
Todo mundo sabe que a cena está morta
Mas haverá um medidor junto à sua cama
Que revelará
O que todo mundo sabe"

Thursday, November 05, 2009

"Inglourious Basterds" - Quentin Tarantino


Crissss Ssssssss, que ainda não viu esse filme, uma vez fez uma inteligentíssima observação sobre a dificuldade que os artistas setentistas tiveram de atravessar a década de 80. Olhando em retrospecto, não há nenhum grande nome da música pop (com exeção talvez do Kraftwerk, mas eles não são humanos mesmo) que não tenha metido o pé na jaca do mau gosto naqueles anos. Atravessar décadas envolve riscos terríveis. Eu por exemplo, perdi quase todos os cabelos do topo da cabeça nessa brincadeira. Tarantino ainda os têm, mas o impacto que sua figura teve no meio cinematográfico nos anos 90 já não é mais o mesmo há tempos. Em parte por causa desse fenômeno das décadas, mas também porque o cineasta optou por destilar seu estilo, para o bem e para o mal.
Sua investida no "blaxploitation" de "Jackie Brown" foi o que primeiro me desapontou. Depois vieram "Kill Bill", seu filme de karate, que é quase bom, peca pelo excesso e pela pretensão do artista em ser o mestre da manipulação e perversão dos clichês. Não, ele não é tão bom quanto pensa.
Há gêneros de filmes que simplesmente abomino. Não vejo filmes que tenham nazistas, nem velho oeste, nem filmes de karate. Geralmente me entediam ao máximo. Mas alimento a esperança, cada vez mais débil, de repetir a poderosa experiência de "Pulp Fiction" ou "Reservoir Dogs", clássicos do diretor.
Ao contrário da crítica, achei um quase retorno à forma seu penúltimo filme, "Death Proof". Parecia que o diretor estava menos preocupado, naquele trabalho, em demonstrar sua maestria. Ledo engano. Lá fui eu ao cinema, quebrando um dos meus dogmas, ver um filme de nazista, só porque era do Tarantino.
O que vi? Tarantino testando nossa paciência com diálogos intermináveis, preciosismo e citações de nerd de cinema, nazistas, nenhuma gostosa, a redescoberta do Bowie da fase "Let's Dance" (a trilha traz a subestimada "Putting Out Fire", já usada nos anos 80 para um clássico da minha adolescência, pelos motivos errados, "A Marca Da Pantera/Cat People"), um sadio desrespeito à história, a boa e velha ultraviolência e uma questão perturbadora, nazistas na posição de vítimas, talvez o aspecto mais interessante do filme: se é nazista, pode tudo? Queimar vivo, porrar até a morte, metralhar multidões desarmadas? Postos na posição de vítimas, os mais clássicos vilões do cinema subvertem uma tradição e levam a pensar sobre a complexidade das ações cruéis do ser humano.
Ok, mas achei o mais chato dos filmes do cara. Ah, e alguém precisa avisar ao Brad Pitt que interpretação é mais do que arrumar um sotaque engraçado.

"V"


Ai meu Deus. Assim nunca vou deixar de ser nerd. Acabei de assistir ao piloto do remake de uma das séries preferidas da infãncia, "V", a dos ets lagartos do mau comedores de gatinhos. E vou falar, surpreendeu. Bom piloto, bons efeitos, trama suficientemente atraente, alguns clichês de sempre e tal, mas acho que essa série vai, ao contrário de "Flash Forward", que está cada vez mais descendo a ladeira à la "Jericho" ou "Daybreak", outras séries que tentei assistir, mas joguei pro alto por puro tédio.
E mais, tem atriz brasileira:


A atriz brasileira Morena Baccarin faz a líder dos ets. Não se empolgue não. Por debaixo dessa morenice aí tem o maior lagartão!!
A série parece estar disposta a conquistar os fãs da extinta "Battlestar Galactica", também baseada em uma clássica série dos anos 80, além da trama envolvendo alienígenas do mal que assumem aparência humana e de outro interessante aspecto, que dá um ar contemporâneo às duas séries, a proeminência de personagens femininos.
Se tiver mulher saindo na porrada, aí fica perfeito, hehehe.

Prodigy - 24.09.2009


E eu quase esqueci do show do Prodigy. Sempre tive os dois pés atrás com o grupo. Nos anos 90, com as lições de casa do Aphex Twin, NIN e Young Gods, eles tiveram sua importância popularizando uma forma mais agressiva de música eletrônica. Em 2009, são o típico caso de artista que volta ao Brasil sempre que pode atrás de uns trocados, longe de seus dias de glória.
O que de certa forma é uma pena, pois, como disse Paul Simon, muitas vezes o ostracismo de um artista coincide com o momento mais criativo e bem-acabado de sua arte. O penúltimo trabalho de estúdio do Prodigy é excelente, principalmente pela ausência dois dois mcs palhaços Keith Flint e Maxim Reality. o último é ok e traz os cars de volta.
O último show deles no Brasil, no skol beats em SP havia sido uma perda de tempo, quase um show capenga de metal de arena. Este, com um som inacreditavelmente bom para o Citibank Hall, foi superior, com repertório baseado no último trabalho deles "Invaders Must Die" (que, com seu refrão fascista/xenófobo me pareceu uma tentativa barata de causar controvérsia como em "Smack My Bitch Up", seu grande hit polêmico, ode ao espancamento de mulheres e videoclipe com lesbianismo e uso de drogas explícito).
Liam Howlett, o cérebro do Prodigy, continua eficiente e inspirado com suas maquininhas de fazer barulho, mas os MCs, principalmente Flint, gordo e sem voz, chateiam mais do que divertem. Que Howlett os despeça de vez e traga de volta Juliette Lewis que fez os melhores vocais de toda a história do Prodigy.

Gang Of Four - "Entertainment"


Unanimidade da crítica, conceitualmente perfeito produto de uma época em que não era temerário misturar rock and roll e inteligência. Letras politizadas, predominãncia de grooves, poucos refrões, melodias básicas e um guitarrista que usa um efeito de guitarra (aquela leve distorção banalizada pelas bandas pós-Strokes).
Não tinha como funcionar. Mas, não só funciona, como soa poderoso e original ainda hoje, a despeito das bandas que os roubaram na cara dura (sabe aquelas boas idéias da dita boa fase dos Titãs...bem...pois é).
Quem não gosta deve morrer.

Rio 40 Graus


Em um dia de Rio de Janeiro com termômetros que marcaram 40 graus, sempre é bom lembrar que este é um cenário paradisíaco só para quem mora a 40 metros da praia. Ou para quem vive em temperatura condicionada de 15 graus (sai de casa, pega o carro, vai pro trabalho, tudo no ar refrigerado).
Vá a Bangu. Pegue uma rua residencial daquelas cujos moradores estão cagando para a natureza e destróem toda e qualquer árvore, porque estragam a calçada, ou escurecem a casa (essa é ótima) e siga por quilômetros sem qualquer tipo de sombra natural. O concreto ferverá e no seu corpo empapado de suor tudo que restará será uma vontade incontrolável de assassinar a Fernanda Abreu.

Rio Gay


Então o Rio de Janeiro ganhou aí alguma espécie de eleição de "melhor destino gay do planeta" ou algo assim. Eu não entendo direito o que isso realmente significa, suspeito que esteja relacionado com politicagens e turismo, dinheiro público sendo desviado,etc. etc. No dia da passeata gay na cidade, o metrô estava repleto de pessoas voltando à caráter do evento em Copacabana. Acena mais engraçada que vi foi uma menina com uma blusa escrita "He is gay" com uma seta, sentada ao lado de dois rapazes que se acariciavam afetuosamente. A piada seria mais engraçada se na camisa se lesse "They are gay", mas, tudo bem, ninguém precisa lembrar que eu sou professor de inglês.
Tenho amigos gays e simpatizantes que não vão gostar nada do que vou dizer por aqui, mas espero que entendam que meu preconceito é contra toda a raça humana, imbecis hetero e homo. Reservo algum respeito aos assexuados (de fato) e aos eunucos que não dão a bunda. Rejeitar o sexo é uma demonstração bastante louvável de desprezo à natureza, que, não esqueçam nunca, está contra nós e a favor somente de si mesma.
Em primeiro lugar, não vejo o que a passeata ou a escolha do Rio como a cidade mais gay ou algo assim tenha de importante. Os bons cristãos continuam achando aquele carnaval que os caras fazem na passeata uma aberração engraçada e o preconceito acena do alto das coberturas ou dos morros de onde se derruba helicópteros.
Outra. Deus odeia os gays. No dia da passeata choveu bastante, no dia seguinte fez sol. Está claro, leia a bíblia. Se eu fosse gay, certamente seria ateu.
Na verdade não acredito nem em Deus nem em gays. Uma vez vi uma frase do escritor americano (gay) Gore Vidal que traduziu bastante bem o que penso a respeito. Que a palavra gay seria um adjetivo e não um substantivo. Eu vou além, eu duvido da existência dos rótulos limitadores forjados no século XIX, ou por ali.
O que é uma mulher que tem tesão por mulher? Mulher, ora. Sua preferência sexual pode servir como parâmetro para definir sua personalidade? Duvido muito.
Eu vivo cercado de homens supostamente heterossexuais que vivem repetindo frases monstruosas como "Boceta é a melhor coisa do mundo, pena que vem com uma mulher junto". Esses caras se relacionam sexualmente com mulheres, inclusive com muito mais frequência que eu (hahahahah) e , no entanto, não poderiam ser mais diferentes em sua postura.
Vejo a sexualidade como um aspecto. Considero ridícula a idéia de "sensibilidade gay", tanto quanto seria o conceito de uma sensibilidade heterosexual. Não acho que dar a bunda ou preferir bundas peludas refine a sensibilidade de ninguém. Vejo com assombro a tendência das pessoas a vestirem personagens (sou lésbica, uso relojão, gosto de mpb, ando jogando os ombros; ou sou gay, sou vaidoso, estiloso, espirituoso, gosto de música eletrônica, etc. etc.).
Prefiro pensar que os indivíduos são diferentes. Pontos em comum podem existir,mas não podem ser definidos exclusivamente pela forma como as pessoas preferem gozar.
Ou eu não poderei mais me emocionar com as letras do Morrissey ou com "Lady Stardust" do Bowie, a música gay mais bonita de todos os tempos? Nem ouvir Le Tigre, uma das bandas mais influentes e subestimadas dos úlitmos tempos, por serem lésbicas militantes?
Não há nada mais difícil do que ser você mesmo, pode levar uma vida inteira. Mas vale a pena.

Caninus



Eu sempre achei mesmo que os urradores dessas bandas de metal para adolescentes nervosinhos pareciam cães. Digamos que agora é "the real thing".

A Sabedoria De Leonard Cohen



Lendo uma mtéria lá no http://www.nme.com/, lembrei de um pensamento que sempre me ocorre ao analisar o cenário pop rock atual, mas que por vezes ignoro. Há quanto tempo não surge uma boa letra no mundo pop. Quando digo boa letra, quero dizer algo que funcione bem em uma canção, nada de literatices em excesso - mal do qual nem Dylan às vezes escapa - mas algo que nos faça supor que existe um cérebro por trás da voz do crooner.
É comum hoje em dia que se confunda sacadinhas "espertas" como a do Alex Turner do Arctic Monkeys, ou, num nível mais rasteiro, de Lily Allen, ou ainda as (boas) piadas do cara do Art Brut com boas letras. Contudo, uma rápida comparação com o melhor de Morrissey, Ian Curtis, Scott Walker, Dylan, Lawrence, Patti Smith e outros do mesmo naipe evidencia a distância em termos de sensibilidade e profundidade dos compositores mais recentes e aqueles talentos de outrora (hahahaha).
É nessas horas que só podemos ser salvos pela sabedoria do maior de todos os letristas do pop: Leonard Cohen. Não há páreo para o "judeuzinho que escreveu a bíblia". Tentarei provar meu argumento com pequenos posts com trechos do cara que largarei por aqui. O primeiro vem aí. Alguns versos de amor, direto de "So Long Marianne", de seu primeiro ´labum, "Songs..."
"Pois agora preciso de seu amor escondido
Estou frio como uma lâmina nova
Você se foi quando eu disse que era curioso
Eu nunca disse que era corajoso"




Perguntas Nerds

Por que as covers do REM são tão ruins? (Possível exceção a "Strange" do Wire, genialmente arranjada no clássico da banda, "Document"). As versões do Velvet...Suicide...Syd Barrett...Television...e até mesmo a de uma música do Editors (!!) são todas pavorosas. Como se eles odiassem as bandas que "coverizam". Por que? Por que?

Friday, October 30, 2009

Sei Lá


Sei lá mesmo. O Morrissey desmaiou durante um show, o Julian Casablancas mostrou que a importância dos Strokes reside mais nas composições e voz legais do que no estilo revivalista que já nasceu velho, eu tive que trabalhar no feriado do funcionário público por estar submetido à gente medíocre, corrupta e incompetente, tentei mais uma vez ler Foucault e me entediei ao extremo, andei de metrô e concluí que a raça humana realmente merece ser exterminada, durmi pouco, redescobri os cds diante do som sem nuances do mp3 ao qual a gente se acostuma como se acostuma à burrice que parece assolar cada aspecto de nossas existências...
Nesses momentos a urgência quase me desintegra. Vá lá, Machado de Assis escreveu Dom Casmurro aos 60 anos.

Thursday, October 22, 2009

Beak


O "cara" do Portishead chama Geoff Barrows? Burrows? Tô com preguiça de pesquisar no google. Tem gente que diz que ele é o cérebro por trás do Portishead, o que certamente é uma grande injustiça com os talentosíssimos Adrian Utley e Beth Gibbons.
Talvez esse projeto do cara nos ajude a esclarecer a questão.
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O Fim Dos Anos 2000





O fim da década começa a dar seus sinais. Mesmo a idéia de listas de melhores, conforme citei num post anterior, já traz esse tom. Duas bandas surgidas no período parecem já sinalizar o "fim de uma era": os Rakes soltaram um comunicado oficial anunciando seu fim, e quem se importa? Tratava-se de uma banda genérica pós-Strokes sem um átomo de originalidade. A outra banda, ainda na esfera dos boatos, também parece que seguirá o mesmo fim, só que neste caso pode ser uma perda considerável. Ao que parece o Bloc Party também vai pendurar as guitarrinhas, fato lamentável, pois o último trabalho e os últimos shows da banda mostravam uma interessante evolução do som strokista-revivalista-pós-punk com o que surgiram para uma sonoridade com bem resolvidos toques eletrônicos.
Se olharmos bem, o lançamento do solo de Julian Casablancas (cujo primeiro single é uma das melhores músicas do ano), assim como o de membors do TV On The Radio, Clap Your Hands Say Yeah e Interpol também podem ser tomados como um movimento descendente. "Is this the end?" como diria o New Edition num clássico da música brega ou "This is the end", como diria Jim Morrison no clássico dos Doors? "This is it" à la Strokes ou Michael Jackson?

Tuesday, October 20, 2009

Grant Hart - "Hot Wax"


Grant Hart, herói pessoal, acaba de lançar um disco novo, o segundo nesta década. Enfim uma notícia boa.
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Flaming Lips Dark Side





Ao contrário da crítica especializada e do mundo indie em geral, não compartilho da opinião de que o Flaming Lips tem seu melhor momento em discos como "Soft Bulletin" ou "Yoshimi...". Estes álbuns têm seu valor, principalmente como conceito, mas, no geral, preferia a banda no tempo de "Transmissions..." e "Hit To Death...", com mais guitarras, disfarçando a vozinha sem-vergonha do vocalista Wayne e as melodias sub-Neil Young das composições da banda.
Imagina o terror que me causou a idéia de que a banda vai regravar na íntegra o "Dark Side Of The Moon" do Pink Floyd!! Isso deve ser culpa do Beck, amigo dos caras, que assassinou, sem piedade, o primeiro do Velvet (nem tenha a curiosidade de ouvir. Aliás, o Beck é outro a quem aconselho a aposentadoria citada no post sobre o A-Ha).
Vamos fazer um mundo pior então. Que venha uma versão do "The Wall" do mesmo Floyd com o Radiohead, ou quem sabe o Mars Volta tocando na íntegra um disco do Rush (qualquer um é uma merda, tanto faz)...Já sei...O Muse tocando "A Night At The Opera" do Queen. Ai cacete.

Perguntas Nerds

Quer dizer que existe uma adaptação para o cinema de "Brief Interviews With Hideous Men" do David Foster Wallace, feita pelo John Krasinski e com participação do Ben Gibbard e eu não sabia??

A Mulher do Trent Reznor. Sério.



No fim de semana passada o sr. NIN, Trent Reznor, casou-se com a senhorita aí em cima, Mariquuen Maandig, ex-vocalista do grupo West Indian Girl (quem?). Alguns estão dizendo agora compreender o abandono do artista das turnês, alegando dedicação a "assuntos pessoais".

Os 150 Da Década Segundo A Uncut



A Uncut, revista que eu compraria, juro, se não fosse tão cara, teve a mesma idéia que meu célebre amigo Americano e resolveu mandar uma lista dos melhores discos da década. Acho um pouco cedo para isso, considerando que ainda temos um ano e alguns meses pela frente, ainda que o futuro próximo pareça desanimador se considerarmos esse ano murcho que vivemos em termos de lançamentos musicais.
Se os senhores digníssimos leitores desse blog quiserem entrar na onda, estejam à vontade. Eu vou esperar mais um pouquinho, porque ainda tenho esperanças de que algum novo artista balance o mundo pop com algo realmente motivante até 2010.
Na lista da Uncut teve, óbvio, Radiohead,Dylan, Springsteen, Primal Scream, Portishead, Strokes, Arctic Monkeys e no topo de tudo...White Stripes (!). Quando vier minha lista, garanto que será diferente.
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